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terça-feira, 14 de outubro de 2008
Música Urbana II
Ideologia
Meu partido
É um coração partido
E as ilusões
Estão todas perdidas
Os meus sonhos
Foram todos vendidos
Tão barato
Que eu nem acredito
Ah! eu nem acredito...
Que aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Frequenta agora
As festas do "Grand Monde"...
Meus heróis
Morreram de overdose
Meus inimigos
Estão no poder
Ideologia!
Eu quero uma prá viver
Ideologia!
Eu quero uma prá viver...
O meu prazer
Agora é risco de vida
Meu sex and drugs
Não tem nenhum rock 'n' roll
Eu vou pagar
A conta do analista
Prá nunca mais
Ter que saber
Quem eu sou
Ah! saber quem eu sou..
Pois aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Agora assiste a tudo
Em cima do muro
Em cima do muro...
Meus heróis
Morreram de overdose
Meus inimigos
Estão no poder
Ideologia!
Eu quero uma prá viver
Ideologia!
Prá viver...
Pois aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Agora assiste a tudo
Em cima do muro
Em cima do muro...
Meus heróis
Morreram de overdose
Meus inimigos
Estão no poder
Ideologia!
Eu quero uma prá viver
Ideologia!
Eu quero uma prá viver..
Ideologia!
Prá viver
Ideologia!
Eu quero uma prá viver...
Composição: Cazuza/Roberto Frejat
O Eleito
Ele é esperto e persistente
Acha que nasceu pra ser respeitado
Ele é incerto e reticente
Acha que nasceu pra ser venerado
O palácio é o refúgio mais que perfeito
Para os seus desejos mais que secretos
Lá ele se imagina o eleito
Sem nenhuma eleição por perto
Ele é o esperto, ele é o perfeito
Ele é o que dá certo, ele se acha o eleito
Seus ternos são bem cortados
Seus versos são mal escritos
Seus gestos são mal estudados
A sua pose é militarista
Ele se acha o intocável
Senhor de todas as cadeiras
Derruba tudo pra ficar estável
Ele não está aí para brincadeira
E o tempo passa quase parado
E eu aqui sem a menor paciência
Contando as horas como se fossem trocados
Como se fossem contas de uma penitência
E tudo parece estar errado
Mas nesse caso o erro deu certo
Foi o que ele disse a o pé do rádio
Com a honestidade pelo avesso
Composição: Lobão &Bernardo Vilhena)
Alvorada Voraz
Na virada do século, alvorada voraz,
Nos aguardam exércitos, que nos guardam da paz. Que paz !
A face do mal, um grito de horror, um fato normal, um êxtase de dor e
Medo de tudo, medo do nada, medo da vida, assim engatilhada
Fardas e forças, forjam as armações
Farsas e jogos, armas de fogo, um corte exposto,
Em seu rosto amor, e eu,
Nesse mundo assim, vendo esse filme passar,
Assistindo ao fim, vendo esse filme passar
Apolípticamente, como um clip de ação,
Um clic seco um revólver, aponta em meu coração
O caso Morel, o crime da mala, Coroa-Brastel, o escândalo das jóias,
E o contrabando, um bando de gente importante envolvida
Juram que não torturam ninguém, agem assim, pro seu próprio bem,
São tão legais, foras da lei, e sabem de tudo,
O que eu não sei, não
Nesse mundo assim, vendo esse filme passar,
Assistindo ao fim, vendo esse filme passar
Composição: Paulo Ricardo,Luís Schiavon e Paulo Pagni, 1985