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domingo, 15 de maio de 2011

Matanza - 04/06/11 - em Fabriciano no Cocafé

Pra comemorar a vinda novamente da Banda Matanza a Região do Vale do Aço. Posto a nova música deles para apreciação de vocês. Se der certo minha ida ao show, posto as fotos.


Música: A Menor Paciência
12° Música do albúm Odiosa Natureza Humana


Não quero que perca seu tempo comigo não sou amigo seu e não pretendo ser,
Não quero que perca seu dia, que me dando notícia que eu não quero saber
Não quero ser desagradável, mas não é razoável que me venha pedir
Que fique aqui ouvindo promessa, porque não me interessa o que será disso aqui

Eu não preciso que ninguém venha atormentar meu juízo
Eu não tenho mais a menor paciência pra isso
Eu não preciso que ninguém me de nenhum tipo de aviso
Eu não tenho mesmo a menor paciência pra isso

Não desça do seu aparelho, só pra me dar conselho que eu não vou seguir
Eu sei bem do que me condena, só que não vale a pena tentar corrigir
Não quero que se de ao trabalho, e se for necessário eu torno a dizer
Não se preocupe comigo eu não sou amigo e não pretendo ser

Eu não preciso que ninguém venha atormentar meu juízo
Eu naõ tenho mais a menor paciência pra isso
Eu não preciso que ninguém me de nenhum tipo de aviso
Eu não tenho mesmo a menor paciência pra isso

Aqui eu moro sozinho, não tenho vizinho, até aqui, não tem caminho
Aqui eu vivo isolado, e muitobem obrigado não quero ser perturbado
Aqui eu passo tranquilo, longe de tudo aquilo que nunca fez meu estilo
Se alguém morar pra esses lados, o que eu não quero é ser importunado

Eu não preciso que ninguém venha atormentar meu juízo
Eu não tenho mais a menor paciência pra isso
Eu não preciso que ninguém me dê nenhum tipo de aviso
Eu não tenho mesmo a menor paciência pra isso




Encontre mais músicas de Matanza em Myspace Music

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

EU SEI QUE VOU TE AMAR

Eu sei que vou te amar Por toda a minha vida, eu vou te amar Em cada despedida, eu vou te amar Desesperadamente Eu sei que vou te amar

E cada verso meu será

Pra te dizer que eu sei que vou te amar Por toda a minha vida Eu sei que vou chorar A cada ausência tua eu vou chorar Mas cada volta tua há de apagar O que esta ausência tua me causou Eu sei que vou sofrer A eterna desventura de viver À espera de viver ao lado teu Por toda a minha vida Composição: Tom Jobim/Vinicius de Moraes

CONSTRUÇÃO

Amou daquela vez como se fosse a última

Beijou sua mulher como se fosse a última

E cada filho seu como se fosse o único

E atravessou a rua com seu passo tímido

Subiu a construção como se fosse máquina

Ergueu no patamar quatro paredes sólidas

Tijolo com tijolo num desenho mágico

Seus olhos embotados de cimento e lágrima

Sentou pra descansar como se fosse sábado

Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe

Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago

Dançou e gargalhou como se ouvisse música

E tropeçou no céu como se fosse um bêbado

E flutuou no ar como se fosse um pássaro

E se acabou no chão como um pacote flácido

Agonizou no meio do passeio público

Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse a última

Beijou sua mulher como se fosse a única

E cada filho seu como se fosse o pródigo

E atravessou a rua com seu passo bêbado

Subiu a construção como se fosse sólido

Ergueu no patamar quatro paredes mágicas

Tijolo com tijolo num desenho lógico

Seus olhos embotados de cimento e tráfego

Sentou pra descansar como se fosse um príncipe

Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo

Bebeu e soluçou como se fosse máquina

Dançou e gargalhou como se fosse o próximo

E tropeçou no céu como se ouvisse música

E flutuou no ar como se fosse sábado

E se acabou no chão feito um pacote tímido

Agonizou no meio do passeio náufrago

Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina

Beijou sua mulher como se fosse lógico

Ergueu no patamar quatro paredes flácidas

Sentou pra descansar como se fosse um pássaro

E flutuou no ar como se fosse um príncipe

E se acabou no chão feito um pacote bêbado

Morreu na contramão atrapalhando o sábado

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Quem Sabe

Los Hermanos

Composição: Rodrigo Amarante

Quem sabe o que é ter e perder alguém

Quem sabe o que é ter e perder alguém

Quem sabe o que é ter e perder alguém

Sente a dor que senti

Quem sabe o que é ver quem se quer partir

E não ter pra onde ir

Faz tanta falta o teu amor, te esperar...

Não sei viver sem te ter

Não dá mais pra ser assim

Quem sabe o que é ter sem querer pra si

Não quer ver outro em mim

Não fala do que eu deveria ser

Pra ser alguém mais feliz

Faz tanta falta o teu amor e te esperar...

Não sei viver sem te ter

Não dá mais pra ser assim

Além Do Que Se Vê

Los Hermanos Composição: Marcelo Camelo Moça, olha só o que eu te escrevi É preciso força pra sonhar e perceber Que a estrada vai além do que se vê Sei que a tua solidão me dói E que é difícil ser feliz Mais do que somos todos nós Você supõe o céu... Sei que o vento que entortou a flor Passou também por nosso lar E foi você quem desviou Com golpes de pincel Eu sei, é o amor que ninguém mais vê Deixa eu ver a moça Toma o teu, voa mais Que o bloco da família vai atrás Põe mais um na mesa de jantar Porque hoje eu vou "praí" te ver E tira o som dessa TV Pra gente conversar Diz pro bamba usar o violão Pede pro Tico me esperar E avisa que eu só vou chegar No último vagão É bom te ver sorrir Deixa vir à moça Que eu também vou atrás E a banda diz: assim é que se faz!

sábado, 11 de outubro de 2008

Mukeka di Rato - Borboleta Azul

Como é legal Passar o resto de nossas vidas Penando nessa bendita Colonia penal Como é legal Esconder navalha no rabo Comer como vira-lata E apanhar mais que cavalo Como é legal A dieta com lacraias Baratas e sapos E se sortudo, algum rato Como é legal Banho de sol com chicotadas Nadar com tubarões Nessa ilha abençoada Tendo como boias apenas grilhões e profundas Magoas Tatuado a flor da pele a indiferença e O berro de feridas inflamadas Carregando toras no lombo Cadavéres sobre o seu ombro Contendo as púpilas em brasa Enterrando amigos em covas rasas So nós resta contemplar A borboleta azul Coloridindo o fim de tardes amargas Já não sei mais quem somos Nesta solitária Pena que não somos lagarta Nunca teremos casulo Mas sonhamos com o dia Em que teremos asas

sábado, 4 de outubro de 2008

Eu Sou Egoísta

Raul Seixas

Composição: Raul Seixas - Marcelo Motta

Se acha que tem pouca sorte Se lhe preocupa a doença, azar ou a morte Se sente receio do inferno Do fogo eterno, de Deus, do mal Eu sou estrela no abismo do espaço O que eu quero o que eu penso e o que eu faço Eu vou sempre avante no nada infinito Flamejando meu rock, o meu grito Minha espada e a minha guitarra na mão. Se o você que em sua vida só paz Muitas doçuras, seu nome em cartaz E fica arretado se o açucar demora E você chora, você reza, você pede, implora Enquanto eu provo sempre o vinagre e o vinho Eu quero é ter tentação no caminho Pois o homem seu destino ele que faz Eu sei, sei que o mais puro gosto do mel é apenas defeito do fel E que a guerra produto da paz O que eu como a prato pleno Bem pode ser o seu veneno Mas como vai você saber... sem tentar? Se você acha o que eu digo fascista Mista, simplista ou anti-socialista Eu admito, você na pista Eu sou ista, eu sou ego Eu sou ista, eu sou ego Eu sou egoista, eu sou egoista Por que não? Por que não?

domingo, 28 de setembro de 2008

Raul Seixas

A lei
Todo homem tem direito de pensar o que quiser Todo homem tem direito de amar a quem quiser Todo homem tem direito de viver como quiser Todo homem tem direito de morrer quando quiser Direito de viver viajar sem passarporte Direito de pensar de dizer e de escrever Direito de viver pela sua própria lei Direito de pensar de dizer e de escrever Direito de amar, Como e com quem ele quiser A lei do forte Essa é a nossa lei e a alegria do mundo Faz o que tu queres ah de ser tudo da lei Fazes isso e nenhum outro dirá não Pois não existe Deus se nao o homem Todo o homem tem o direito de viver a não ser pela sua própria lei Da maneira que ele quer viver De trabalhar como quiser e quando quiser De brincar como quiser Todo homem tem direito de descansar como quiser De morrer como quiser O homem tem direito de amar como ele quiser De beber o que ele quiser De viver aonde quiser De mover-se pela face do planeta livremente sem passaportes Porque o planeta é dele, o planeta é nosso. O homem tem direito de pensar o que ele quiser, de escrever o que ele quiser. De desenhar, de pintar, de cantar, de compor o que ele quiser Todo homem tem o direito de vestir-se da maneira que ele quiser O homem tem o direito de amar como ele quiser, tomai vossa sede de amor, como quiseres e com quem quiseres Há de ser tudo da lei E o homem tem direito de matar todos aqueles que contrariarem a esses direitos O amor é a lei, mas amor sob vontade Os escravos servirão Viva a sociedade alternativa Viva Viva Direito de viver, viajar sem passaporte Direito de pensar de dizer e de escrever Direito de viver pela sua própria lei Direito de pensar de dizer e de escrever Direito de amar, como e com quem ele quiser Todo homem tem direito de pensar o que quiser Todo homem tem direito de amar a quem quiser Todo homem tem direito de viver como quiser Todo homem tem direito de morrer quando quiser

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

MUKEKA DI RATO

Nossos Filhos Nossos filhos seriam punks, straight edge's, crusties, libertários Pulando no sofá, ouvindo Lärm, Fyp e Ex-Comungados Ao lado estariam os livros, Marx, Drummond, Monteiro Lobato Se naquele dia em Brasília você tivesse me esperado E a gente não tivesse se perdido e nunca mais se encontrado Mas um dia voltarei a Brasília e vou te procurar E quando estiver comprando a passagem de volta Na mesma banca de jornal você vai estar E comigo pra Vitória, voltará!!